A Simplificação do Ciclo Contributivo em Portugal: O que é a Plataforma de Serviços de Interoperabilidade (PSi)?

A Simplificação do Ciclo Contributivo (SCC) introduzida pela Segurança Social representa uma mudança estrutural no modo como as entidades empregadoras comunicam as suas obrigações contributivas. O modelo tradicional de entrega mensal da Declaração de Remunerações (DR) é substituído por um sistema em que a própria Segurança Social apresenta automaticamente os valores de contribuição baseados nas informações já registadas, tais como vínculos laborais, remuneração permanente e eventos registados como ausências ou suspensões.

Este novo processo decorre em três fases principais:

  1. Apresentação automática da obrigação contributiva pela Segurança Social;
  2. Validação, correção ou comunicação de novos valores por parte da entidade empregadora;
  3. Pagamento da obrigação contributiva com base nos valores confirmados.

As comunicações são feitas através da Plataforma de Serviços de Interoperabilidade (PSi) ou do portal Segurança Social Direta, conforme o tamanho da entidade empregadora. Este sistema tecnológico permite a comunicação direta e segura entre os sistemas informáticos das empresas e os da Segurança Social, reduzindo tarefas manuais e a probabilidade de erros.

A adesão ao novo modelo é voluntária durante 2026, mas torna-se obrigatória a partir de 1 de janeiro de 2027. Uma vez efetuada a adesão, esta é definitiva e as declarações anteriores ao novo modelo deixam de ser válidas para fins contributivos.

Esta mudança visa não só reduzir a carga administrativa das empresas, mas também reforçar a previsibilidade e a transparência das obrigações contributivas e fortalecer a qualidade dos dados sociais no sistema contributivo nacional.

Conclusão

A implementação da Simplificação do Ciclo Contributivo marca um passo significativo na digitalização e modernização da relação entre a Segurança Social e os contribuintes em Portugal. A automatização do apuramento e reporte das contribuições promete reduzir a burocracia, aumentar a eficiência e reforçar a qualidade da informação declarada pelas entidades empregadoras. Para as empresas, a transição exige um esforço inicial de adaptação, mas traz benefícios claros a médio e longo prazo em termos de previsibilidade e redução de tarefas repetitivas.

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